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Segunda-feira, 06 de Set de 2010
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CONHEÇA SERRA

Município da Serra

O Município da Serra - ES, teve início com a fundação de uma aldeia próxima ao morro Mestre Álvaro - montanha com 833,00m de altitude; na várzea, onde foi construída uma pequena igreja e em volta se estabeleceram os fundadores, em local diferente onde hoje se encon­tra a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ½ légua da atual localiza­ção da Igreja matriz.

Seus fundadores foram Maracajaguaçu, Chefe dos índios Temi­minós e o padre jesuíta Brás Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, terminaram a obra da igreja e assim, fundaram a então, a Aldeia de N.S. da Conceição da Serra, hoje Serra.

Os índios Temiminós haviam mudado para a capitania do Espírito Santo, saídos da atual Ilha do Governador, Estado do Rio de Janeiro. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia que, eram altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a co­lonização do Espírito Santo em 23.05.1535. Participavam sempre dos prin­cipais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o padre também jesuíta, José de Anchieta.

A Aldeia de N. S. da Conceição da Serra, é elevada à freguesia por Carta Régia de 24 de maio de 1752 somente instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, matriz que tinha por filial a ermida de S. José.

Foto da Igreja de N. S. da Conceição da Serra,
ainda sem as torres

 

A então freguesia de N.S. da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822.

O município da Serra foi criado em 1833, com território desmembra­do do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833, e instalado em 19 de agosto daquele ano.

Em 19.03.1849 - Deflagra um movimento de libertação dos es­cravos, em São José do Queimado, que foi desmobilizado pela força militar da época e levou a enforcamento dois dos líderes da revolta: Chico Prego e João da Viúva. O primeiro, enforcado na então Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra e o segundo, enforcado na Vila de São José do Queimado.

Em 06.11.1875 - a sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa orga­nizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pis­sarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transfor­mou a vila da Serra em cidade.

1875
Região onde hoje existem as praças João Dalmácio Castello,
Praça de Encontro e Barbosa Leão
Foto: Albert Richard Dietze

1920
Canoeiros Transportando
café pelo rio Santa Maria

No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entre­posto de comércio para a região norte e litorânea norte e, ainda, pela sua produção de maior destaque de açúcar e café. No início do século XX foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje distrito da Serra, situado à margem do rio Santa Maria, possuía um porto, "Porto do Una", onde eram embarcadas em grandes canoas, que comportavam mais do que 100 sacas de café, a produ­ção da região da Serra e, onde eram desembarcados os produtos im­portados, para atender as necessidades locais. O rio, servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e o interior norte, por ali, as pessoas se deslocavam de um lugar para outro.

Com o advento da ferrovia Estrada de Ferro Vitória Minas ­EFVM, e mais tarde a crise econômica mundial de 1929 que afetou o comércio de café e conseqüentemente a economia da Serra. A vila de São José do Queimado sumiu, literalmente desapareceu. Ali não exis­tem mais casas, a não ser, uma aqui, outra acolá, por sinal sofríveis, onde residem uns poucos, poucos mesmo, agricultores locais. Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois, o comércio passou a acon­tecer diretamente com Vitória, e por conseqüência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

Inauguração do primeiro trecho
da EFVM - 13.05.1904

1921 - é iniciada a construção da primeira estrada de rodagem entre Serra e a Capital, idealizada e coordenada a sua construção pelo serrano, Cassiano Cardoso Castello, então, Secretário de Interior e Justiça do Estado do Espírito Santo, no Governo Nestor Gomes. A via foi concluída, em 1923, pelos presos da penitenciária que, a abriram à mão, medida tomada para interiorizar o desenvolvimento e resgatar os dias de glória da Serra.

1922
Presos trabalhando na construção
da estrada Vitória-Serra

11.11.1938 - é editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do município da Serra, compreendido pelos distritos sede, Ita­pocú (hoje Calogi) e Nova Almeida.

O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais fir­madas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú.

Em 31.12.1943 - O município da Serra-ES passa a ser constituído dos distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapo­cu), conforme o Decreto-Lei nº 15.177/1943. O município teve duas fa­ses distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açucar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho.

Trator à margem da construção da BR 101, no local onde hoje situa-se o bairro Divinópolis.
Agachado fumando cachimbo o ex-prefeito da Serra Rômulo Leão Castello sem a mão direita, que perdeu por ocasião das comemorações da vitória política de seu partido (PSD) em todos os níveis de governo.

Na década de 50, ini­ciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principal­mente, Argentina.

No início da década de 50 foi iniciada a construção da BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamen­te, o progresso da Serra. O município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a par­tir da década de 60 (século XX).

Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redu­ção após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, dentre outros, pela abertura da ferrovia EFVM, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (Km17,26) - Alfredo Maia (Km28,873) se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno aconteci­do em todo o Brasil.

Em 1960, é dado inicio à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configura­ção urbana do município; o distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvi­mento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão -CST, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes. No censo do IBGE de 2000 foi encontrada uma população de 330.874, habitantes que, com o advento laminador de tiras a quente da CST e seu projeto para a instalação de seu terceiro alto for­no, novo surto de desenvolvi­mento econômico e crescimento populacional será experimentado.

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